Trailrun Raiz
Um belo dia, numa trilha tão, tão distante…
Alguém teve a infeliz idéia de rotular o Trailrun, provavelmente para “Bullynar” algum desafeto e de quebra promover seus pretensos atributos. Ainda não superada a dualidade asfalto x trilhas, foi chegada a hora de dividir o público interno entre “raíz” e “nutella”.
Assumindo pretensamente o “lado branco da Força”, a facção Raiz tem como principal característica fazer chacota com o “lado negro”. A tipificação inicial da aldeia “Massaranduba” é basicamente de protesto: camisas xadrez de algodão ou flanela em oposição aos tecidos inteligentes; tênis minimalistas (sem meias) preferencialmente de marcas emergentes ou sandálias para derrubar a indústria dos tênis caríssimos; garrafa de água na mão e shorts curtos ou jeans esfiapados.
Cabelos estilo Jimmy Olsem e barbas “Rivs wannabe” também foram expedientes usados. A Nutrição flertou desde a dieta “Paleo” ao Veganismo. Nossos corredores-Urtigão foram se embrenhando no mato até sumirem do cenário.
Os corredores da vida real, os expoentes, os que ganham corridas, evoluíram atleticamente, construíram uma boa relação com o mercado e ganharam a simpatia dos demais praticantes. Alguns até tiram do esporte seu sustento, sem partido ou lado a representar.
A brincadeira continua a dividir quem ainda busca identidade com as trilhas e montanhas, vão ladrando enquanto a caravana passa… UP!
Por Emílio Sant’Ana